Câmaras setoriais debatem melhorias para Amazônia Legal no primeiro dia do Fórum de Governadores

Segurança, meio ambiente e educação estão entre as demandas dos governos da região

11/03/2020 23h17 - Atualizada em 12/03/2020 21h28
Secom/PA

O primeiro dia de programação do 20º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, nesta quarta-feira (11), em Belém, foi inteiramente dedicado às reuniões das câmaras setoriais. No Hangar Centro de Convenções, secretários estaduais e técnicos dos nove estados da Amazônia Legal debateram soluções para problemas que afetam a região.

Voltadas às temáticas de Planejamento e Gestão Estratégica, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Educação, Saúde, Segurança Pública, Comunicação Pública e Gestão Fiscal e Tributária, as câmaras ocuparam espaços distintos no Hangar. A partir de amanhã (12), o evento deve contar com a participação dos nove governadores e de embaixadores de vários países, como Alemanha, França e Noruega, além de representantes de organismos internacionais.

Todas as discussões levantadas devem ser alinhadas por chefes das Casas Civis dos estados. Na sequência, os resultados serão apresentados aos governadores. Por fim, um documento sintetizando todas as deliberações do evento será elaborado e divulgado: a Carta Amazônia do 20º Fórum de Governadores. 

Segurança - "É importante que nós, que temos problemas parecidos na Amazônia Legal, possamos trocar informações de aquisições, equipamentos de operações conjuntas, interestaduais e até operações regionais. É importante discutir problemas e apresentar soluções para que possamos, de forma conjunta, realmente apresentar ações de soluções para a criminalidade, o desmatamento, incêndios florestais e todas as atividades que fazem parte da rotina da Segurança Pública", ressaltou o secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Pará, Ualame Machado.

O Pará, apesar de ter reduzido o número de registros, divide com o Maranhão a problemática de roubos a carros fortes e agências bancárias. Assim como os crimes ambientais, como queimadas florestais e desmatamento, são problemas que precisam ser enfrentados pelo Amazonas e demais unidades federativas que compõem a Amazônia Legal.

Sustentabilidade - Sede do evento, o Pará comprova a importância de estar no centro das discussões sobre o futuro da Amazônia. “O Pará é um Estado estratégico para a região, uma vez que ele impulsiona a economia de uma maneira muito particular, por conta do potencial de riquezas naturais. Assim como é importante a liderança das forças políticas daqui, o governador e seus secretários têm uma adesão muito forte a este bloco”, avaliou a secretária executiva do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal, Cira Moura.

Educação - A secretária de Educação do Pará, Elieth de Fátima Braga, abriu os trabalhos e destacou a importância de discutir temas tão importantes para a região. Segundo ela, é um momento muito particular de avaliação das ações exitosas dos estados e integração das políticas que permitam melhorar a educação pública. "Temos uma realidade educacional difícil, com muitas prioridades e necessidade de financiamento. Temos ações positivas nos estados que precisam ser compartilhadas, e outras que necessitam ser adotadas para enfrentar a distorção da aprendizagem”, afirmou.

Meio Ambiente - A principal deliberação está relacionada à estruturação do Plano Regional de Combate ao Desmatamento, que visa à redução dos níveis de desmatamento anual, tendo como referência o ano de 2019, em todos os estados que integram o Consórcio Interestadual. “Vamos tratar de temas relevantes para a Amazônia, com destaque para o alinhamento das leis de licenciamento geral, que está em discussão no Senado e na Câmara. Também vamos discutir uma proposta de regulamentação do Art. 41 do Código Florestal", antecipou o titular da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, Mauro Ó de Almeida.

Texto: Carolina Menezes / Secom