Presidente do Iterpa destaca o protagonismo do Pará no processo de regularização fundiária

Bruno Kono apresentou as propostas do Estado para a atuação integrada dos institutos de terras da Amazônia Legal

12/03/2020 16h09 - Atualizada em 13/03/2020 11h52
Secom/PA

O presidente do Instituto de Terras do Pará, Bruno Kono, encaminhou os pontos da proposta abraçada pelo Estado para atuação integrada dos institutos da Amazônia Legal, que vai permitir o avanço dos projetos de regularização fundiária liderados pelo Iterpa. O direcionamento foi dado nesta quinta-feira (12) durante a reunião do Conselho de Administração, dentro da programação do 20º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, que ocorre no Hangar Centro de Convenções, em Belém. 

Bruno Kono fala sobre o protagonismo do Iterpa na AmazôniaO intercâmbio técnico e o protagonismo dos estados foram um dos pontos abordados pelo presidente, durante a apresentação. Em discurso, Bruno Kono pontuou a maneira como o estado pode somar nessa troca de experiências. “O Iterpa vai fornecer uma demonstração do Sicarf (Sistema de Cadastro e Regularização Fundiária do Estado) e contribuir com as experiências sobre regularização fundiária onerosa, que é a compra, venda, doação de terras também, assentamentos”, disse Kono. “Como é que o estado do Pará, com a expertise que tem, pode contribuir com os outros institutos de terras da Amazônia?”. 

Bruno Kono fala sobre o protagonismo do Iterpa na AmazôniaO presidente considerou que o Iterpa é uma ‘agenda transversal’, isto é, ela está direta ou indiretamente ligada à todas as outras câmaras setoriais voltadas ao tema como segurança, saúde, educação, etc. Daí a importância de estratégias para otimizar a atuação tanto no estado do Pará como entre os institutos dos outros estados que formam a Bacia Amazônica.

Segundo o presidente, o Instituto de Terras do Pará assume um protagonismo dentro da câmara de discussão, pois está à frente da integração dos institutos. Um exemplo dessa parceria entre os estados é o estabelecimento de dois termos de cooperação que vão permitir ao Maranhão e ao Amapá o uso da mesma ferramenta que o Iterpa utiliza nos processos de regularização fundiária e que foi desenvolvida no estado. 

Bruno Kono fala sobre o protagonismo do Iterpa na AmazôniaApesar de assumir o papel principal nesse trabalho, o representante do instituto esclareceu que “isso é uma via de mão dupla, ou seja, o que eles aprimorarem lá também será aprimorado no nosso sistema, ou seja, mostra cada vez mais o interesse do estado do Pará em compartilhar”, destacou Kono. Para o titular do Iterpa, a expectativa é assumir, de fato, o protagonismo da regularização fundiária da região, para que haja proatividade na solução dos problemas que envolvem o assunto, não apenas no Pará, mas na Amazônia Legal.

Texto: Raiana Coelho / Agência Pará