Fórum de Governadores da Amazônia Legal discute soluções integradas para o fortalecimento da região

Consórcio trabalha de forma conjunta na construção de uma agenda de desenvolvimento atrelado à sustentabilidade

12/03/2020 20h42 - Atualizada em 12/03/2020 21h09
Secom/PA

O Consórcio Interestadual da Amazônia Legal esteve reunido nesta quinta-feira (12) durante o 20º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, que acontece em Belém, no Hangar Centro de Convenções. O chefe do executivo no Pará, Helder Barbalho, recebeu os governadores do Amapá, Waldez Góes; Maranhão, Flávio Dino; Mato Grosso, Mauro Mendes; Roraima, Antônio Oliverio Garcia de Almeida; e os vice-governadores do Acre, Wherles Rocha; Amazonas, Carlos Almeida Filho; e Tocantins, Wanderley Barbosa.

Helder Barbalho recebeu os governadores do Amapá, Maranhão, Mato Grosso e Roraima, e os vice-governadores do Acre, Amazonas e TocantinsO encontro permitiu a discussão de estratégias conjuntas para o fortalecimento da região amazônica nos próximos anos. “Temos um planejamento em que as câmaras setoriais têm abordado e aperfeiçoado as agendas comuns, destacando os desafios colocados aos nossos estados”, disse Helder, em entrevista coletiva aos jornalistas. 

A governança do território também foi uma das prioridades para o efetivo desenvolvimento da Amazônia LegalPara enfrentar esses desafios, o consórcio trabalha de forma integrada na construção de uma agenda de desenvolvimento atrelado à sustentabilidade, sobretudo no combate ao desmatamento e queimadas na região. “Além disso, tratamos de temas diversos e estratégias comuns para dar mais eficiência à máquina pública do consórcio, compartilhando compras para ampliar a escala e diminuir preços, e também estratégias em educação, segurança pública e sustentabilidade, trabalhando sempre de maneira consorciada”, destacou o governador.

Na área da saúde, por exemplo, foram debatidas questões sazonais como a pandemia de Covid-19, sobretudo nos estados de Roraima, Acre e Amapá, que fazem fronteira com países em que a doença já está mais avançada. De acordo com o presidente do Consórcio, governador Waldez Góes, as compras corporativas são uma alternativa para reduzir os custos na pasta. “A compra conjunta de medicamentos e correlatos representa uma economia de até 30% do que pagamos hoje. Custear saúde é um problema porque a tabela do SUS (Sistema Único de Saúde) está desatualizada há 18 anos e os estados têm uma sobrecarga muito grande”, ponderou Waldez Góes.

O encontro permitiu a discussão de estratégias conjuntas para o fortalecimento da região amazônica nos próximos anosA governança do território também é uma das prioridades para o efetivo desenvolvimento da Amazônia Legal. “Quanto maior for a gestão territorial e ambiental, o uso social do solo, a potencialização improdutiva e tecnológica nas áreas antropizadas, a titulação das terras e a proteção das áreas de reserva, maiores as chances de estabelecermos a partir daí uma estratégia de desenvolvimento. Todos os projetos que envolveram a Amazônia acabam esbarrando nessas limitações, sem áreas regularizadas e acesso aos recursos disponíveis”, complementou o presidente do Consórcio

Texto: Dayane Baia / Agência Pará